Quanto preciso de entrada para comprar casa com crédito habitação?
- Ana Amorim
- 4 de mar.
- 3 min de leitura

Sou a Ana Amorim, Intermediária de Crédito e especialista em crédito habitação.
A “entrada” não é só o valor que dás ao vendedor: é o conjunto de capitais próprios + custos de compra. Nesta página explico quanto precisas normalmente, o que influencia o financiamento do banco, que despesas deves prever e como planear a compra para evitares surpresas.
O que significa “entrada”?
Quando as pessoas dizem “entrada”, normalmente referem-se a:
1. Capitais próprios para completar o valor que o banco não financia
2. Custos de compra (impostos e despesas) que quase sempre são pagos pelo
comprador.
Quanto financia o banco?
Na prática, muitos casos de habitação própria e permanente podem ser financiados até uma percentagem do valor (dependendo do banco, do perfil e do imóvel). O ponto-chave é este:
O banco tende a financiar uma parte (ex.: 80%–90%)
O restante precisa de capitais próprios
E ainda tens custos de compra por cima
O mais correto é fazer contas com 3 números:
Preço do imóvel
Percentagem financiada
Custos de compra estimados
Exemplo de cálculo simples
Imóvel: 200.000€
Financiamento: 90% (exemplo) → 180.000€
Capitais próprios para completar: 20.000€
Agora adiciona custos de compra (ex.: impostos e despesas). O valor depende do tipo de imóvel e situação, mas convém reservar uma margem para:
Impostos (IMT, Imposto do Selo)
Escritura/Registos/Notário
Avaliação bancária
Seguros (vida e multirriscos) e custos iniciais
Conclusão prática: entrada total (capitais próprios + custos) pode ser bastante acima do “10%”
Que custos devo prever?
IMT (se aplicável)
Imposto do Selo (compra e/ou contrato)
Escritura e registos
Avaliação do imóvel
Comissões bancárias (se aplicável)
Seguros (vida e multirriscos)
Eventuais custos com dossier/documentação
Os valores variam por imóvel e banco — o ideal é simular com o teu caso.
Como juntar entrada mais rápido
Definir objetivo: “quanto preciso em capitais próprios + custos”
Criar uma poupança automática mensal
Reduzir créditos/encargos para melhorares taxa de esforço e aprovação
Planear com antecedência (3–6 meses) para ter documentação e poupança organizada
Simular com antecedência para não te apaixonares por casas fora do alcance
Erros comuns (que custam dinheiro/tempo)
Contar só com a entrada e esquecer impostos/despesas
Não reservar margem para custos iniciais e imprevistos
Avançar para CPCV sem ter pré-análise/estratégia
Escolher prestação máxima e ficar sem folga mensal
O meu método (como te ajudo)
Eu ajudo-te a:
Estimar a entrada total (capitais próprios + custos) com o teu cenário
Perceber quanto podes comprar com conforto (sem esticar)
Preparar documentação e estratégia para o banco
Comparar propostas e acompanhar até à escritura
Já apoiei mais de 100 famílias a encontrar soluções de crédito habitação
ajustadas ao seu caso.
Perguntas frequentes
A entrada é só 10%?
Nem sempre. Pode ser 10% do preço em capitais próprios (num cenário de 90%
financiamento), mas ainda tens custos de compra a somar.
Posso comprar sem entrada?
Em regra, é difícil. A maioria das compras exige capitais próprios e custos.
O que devo pagar além da entrada?
Impostos (IMT e Imposto do Selo, quando aplicável) e despesas como avaliação,
escritura/registos e seguros.
O que é mais importante: entrada maior ou prazo maior?
Depende. Entrada maior reduz montante financiado e prestação; prazo maior baixa prestação, mas pode aumentar custo total. O ideal é simular.
Se quiseres, digo-te quanto precisas de entrada no teu caso (capitais próprios + custos) e quais os próximos passos para comprares com segurança e clareza.
Texto por Ana Amorim






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